Na apresentação do projeto de requalificação e ampliação da histórica escola da cidade, que decorreu esta terça-feira, na Escola Básica Manoel de Oliveira, para onde os alunos serão encaminhados durante o decurso da obra, foi também feita uma auscultação à comunidade educativa. O presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, e os vereadores da Educação, Fernando Paulo, e do Urbanismo, Pedro Baganha, conversaram com encarregados de educação, professores e funcionários, ouvindo e respondendo às inquietações apontadas.
Datada do século XVIII, a Escola Básica da Ponte, que alberga crianças do 1.º ciclo, tem caraterísticas especiais. Começou por ser uma casa de família, tornando-se, anos mais tarde, uma instituição escolar. Depois de décadas a acolher gerações de alunos, o edifício será reabilitado, tanto nos espaços interiores como exteriores, e ampliado, de forma a melhor acomodar os seus cerca de 150 "residentes" de palmo e meio, tal como professores e funcionários. A obra deverá ter início no final deste mês, estando previsto o prazo de execução de um ano.
"Esta é uma escola que é adorada pelos pais. É uma escola especial", destacou Rui Moreira, salientando, no entanto, que "por muito que gostemos da escola, esta precisava, claramente, de uma intervenção". Tal como explicou o presidente da Câmara à comunidade escolar presente na sessão de apresentação do projeto, a obra vai respeitar a autenticidade da arquitetura, mantendo algumas caraterísticas.

Após a obra de requalificação e ampliação, a Escola Básica da Ponte, na freguesia de Lordelo do Ouro, vai ver preservado o atual número de salas de aula (seis). Porém, o edifício vai ser expandido de modo a que possa ser acomodada uma sala polivalente e uma biblioteca. A nova "casa" dos alunos portuenses também vai comportar uma horta biológica na cobertura verde do novo edifício, passando, ainda, a ter um espaço de portaria na entrada do mesmo.
A obra, a cargo da empresa municipal GO Porto, representa um investimento de 1.447.884, 90 euros. Nos últimos dez anos, o Município investiu 75 milhões de euros na recuperação dos edifícios escolares da cidade.
Na zona do recreio também haverá novidades: mais papeleiras, bebedouros, bancos e mesas serão adicionados. Já o pavimento atual, será substituído por uma superfície drenante. Os campos de jogos serão renovados com a instalação de relva sintética, sendo, ainda, colocado um bloco de escalada.
De modo a que tudo isto seja estruturado de forma célere e segura, explicou Rui Moreira, os alunos serão encaminhados para a Escola Básica Manoel de Oliveira. "Decidimos, há uns anos, que não fazemos obras com as crianças lá, por muitas questões, entre elas a salubridade e segurança", considerou o autarca.
Para tranquilizar os encarregados de educação presentes, o presidente assegurou: "Esta intervenção vai contribuir para o sucesso escolar dos vossos filhos".

Também o vereador da Educação deixou uma mensagem à comunidade escolar. "Se tudo correr bem, daqui a um ano, após as férias da Páscoa, os alunos passarão para a escola nova", informou, revelando-se satisfeito por ver a concretização do projeto florescer.
"Sempre que o homem sonha, o mundo pula e avança. E nós sonhamos em ter uma escola nova, os pais e as mães acreditaram e, apesar da demora, agora temos um projeto que também é motivo de celebração", frisou Fernando Paulo.
Na sua intervenção, Rui Moreira esclareceu que o Executivo "não queria ir embora sem deixar esta obra alinhavada e garantida", reforçando a importância da educação no seio das políticas municipais.
A apresentação do projeto da Escola Básica da Ponte esteve a cargo de André Camelo, da CREA - Arquitetos, e contou com a presença da presidente da Junta de Lordelo do Ouro, Sofia Maia, e da diretora do Agrupamento de Escolas Manoel de Oliveira, Carla Esperança.