A obra de conservação, que decorreu ao longo de nove meses, foi inaugurada esta quinta-feira e contou com a presença da vice-presidente da Câmara, Catarina Araújo.
O edifício, construído em 1910 e classificado como imóvel de interesse público oito décadas depois, revela, agora, o resultado de um trabalho profundamente minucioso, conduzido pela empresa municipal GO Porto.
Distinguidas pelo revestimento em azulejo de estilo Arte Nova e pelas peças cerâmicas trabalhadas à mão, as instalações sanitárias do Passeio Alegre foram, integralmente, restauradas. O projeto preservou o património cultural e arquitetónico do espaço, devolvendo à cidade um marco da autenticidade histórica portuense.
Além da sua função original, o equipamento conta com uma vertente museológica em cada ala. Tanto do lado feminino como no masculino, uma das cabines foi isolada com uma estrutura de vidro, permitindo aos visitantes observar de perto as loiças e peças originais da época.
Para Catarina Araújo, a relevância desta obra reside, essencialmente, "na recuperação da nossa história e do nosso património". A vice-presidente vê com agrado o resultado do processo, que "foi realizado de acordo com as melhores práticas e com total respeito, devolvendo [o edifício] aos cidadãos nas suas condições originais".
Na visita, estiveram também presentes o conselho de administração da GO Porto, a gestora do empreendimento e vários dirigentes municipais.
Com a conclusão dos trabalhos, fruto de um investimento de, aproximadamente, 280 mil euros, o equipamento regressa à gestão da Câmara do Porto, que prevê agendar para breve a reabertura ao público.