11/09/2026

Da reconversão e adaptação de um antigo pavilhão da Escola do Cerco está a nascer uma nova resposta em cuidados de saúde primários e de diagnóstico para servir a população de Campanhã. Intervenção no Centro de Saúde do Cerco, visitada pelo presidente da Câmara, na manhã desta sexta-feira, é uma das cinco já assumidas pelo Município, através da GO Porto, num investimento que ascende aos 10,6 milhões de euros. Até 2031, está previsto um orçamento global de 14 milhões para obras em mais cinco equipamentos.

 

Com conclusão prevista em fevereiro de 2027, o novo polo de saúde em Campanhã engloba a Unidade de Saúde do Cerco, a Unidade de Recursos Assistenciais Partilhados e o Centro de Diagnóstico Integrado.

 

Além do Centro do Saúde do Cerco, Pedro Duarte visitou as intervenções, já concluídas, nos equipamentos da Foz, com a melhoria das condições de utilização, do conforto e do desempenho energético, e de Vale Formoso, com a reabilitação da cobertura do edifício, a reorganização dos acessos e a criação de uma nova entrada automóvel e pedonal.

 

"As infraestruturas que visitámos mostram que estamos a melhorar não só o conforto dos utentes que têm que recorrer a estes centros de saúde, mas também dos próprios profissionais que lá trabalham", sublinhou o presidente da Câmara.

 

Deste conjunto de intervenções constam, ainda, as construções, iniciadas este ano, do novo Centro de Saúde Garcia de Orta / Homem do Leme e do Centro de Saúde do Carvalhido. Desta forma, sublinha o presidente, "estamos a encontrar soluções para podermos dar respostas e serviços mais adequados às necessidades da população".

 

Nas palavras do autarca, "este esforço que está a ser feito vai ter um impacto muito positivo na vida das pessoas e isso, no fundo, é o mais recompensador quando estamos em funções públicas".

 

 

Pedro Duarte não deixou de sublinhar que, do valor total de 10,6 milhões de euros, apenas cerca de 300 mil euros foram financiados pelo Plano de Recuperação e Resiliência, essencialmente destinados a intervenções ao nível da eficiência energética em dois dos edifícios.

 

Isto porque, de acordo com o autarca, faltou, da parte do Governo, "uma descrição adequada daquilo que eram os equipamentos que estavam em causa", o que "impediu que o Município pudesse apresentar candidaturas no tempo pré-definido".

 

Assim, "contornámos isto assumindo o investimento", refere o presidente, certo de que não haverá "outro município com o investimento desta natureza nos seus centros de saúde, e acho que é um esforço que vale a pena".

 

Identificadas que estão as necessidades de intervenção noutras cinco infraestruturas, o presidente da Câmara acredita que "em sede de orçamento, e apelando ao poder central para poder comparticipar e ajudar-nos neste esforço", será possível concretizar o orçamento global superior a 14 milhões de euros, entre 2027 e 2031. "Parece-me justo e adequado", considera Pedro Duarte.

 

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